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A vida vista do alto


Pra mim estar em um avião diz muito.  Da última vez me fez pensar na grandeza do mundo e mais, me surpreender de fazer parte de uma criação tão magnífica e infinita. Lá de cima a vida é vista e um ângulo amplo.  De lá se nota de uma única vez campos, mares, estádios e o que é grande, naquela dimensão é minúsculo, inclusive os prédios.
Embora respeite e inclusive estude sobre as teorias de como esse vasto mundo surgiu, convicta creio no criacionismo. Talvez por isso, vendo tudo assim, do alto, direto da janela do avião, notei a minha pequenez em relação a tudo que foi criado.
É raro alguém, mesmo com medo, ao andar de avião e observar a “vida” do alto não notar a visão ampla que temos quando, nas nuvens. Todavia, só aumentamos nossa noção da paisagem conforme o avião sobrevoa. Com Deus ou, como você desejar chamar, é diferente, e por isso ele é Grande.
Já ouvi gente dizendo que nada é por acaso, e concordo, não é mesmo. Mas, a questão vai além disso. Ele é o ser que enxerga claramente o que vem depois, o que está à frente e até o que está por vir. É fantástico!
Assim portanto, me faz pensar e compartilhar que ainda que não saibamos qual a rota, não reconheçamos a trajetória e nem conheçamos o destino não há paz maior que saber que deixei o melhor piloto conduzir meu avião, não importa para onde Ele queira me levar.
Agora para chegar ao cume, é preciso seguir os sinais senão, como no trânsito, haverá um acidente. E mais, é necessário agir, trabalhar, ousar e, entregar para o Grande. E isso independe de religião, é para todos, questão de fé.

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Em dias de chuva, assim como hoje, me vem aquela vontade de escrever. Todavia hoje, isso se somou com a necessidade de expressão. Sempre que algo não está indo tão bem, ou vai bem demais, eu redijo, é terapia para mim. Hoje sequer farei rascunhos, correções, as palavras do coração são a melhor maneira de expressar ideias, mágoas e, decepções.
Algumas palavras geram ânimo, outras nem tanto. Essas em especial somadas com tons pejorativos e apelidos maldosos chegam a doer. Latejam em mim, ainda mais quando vem dos amigos, aliás, das parcerias, das companhias. E o pior, geralmente são proferidas para terceiros, aos cúmplices.
Pensei nos motivos escondidos, claro, podem ser vários e variados, mas, digam para mim, dói menos. É a transparência! Talvez eu possa auxiliar sem me fazer presente, ou nem me esforçar tanto. Todavia, eu sou assim, quando me dedico sou intensa. É, talvez é isso que me faça chata, tentar fazer o melhor.
Compreendo, relevo mas tenho direito e motivos para me sentir assim, falha porém enganada.

Ciclos e mudanças

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Nada é permanente, aprendi isso com as mudanças. Essas as vezes são tristes e dramáticas mas, fazem crescer e ousar. Com elas descubro no íntimo quem eu de fato sou e mais, o que desejo ser.
Eu gostava de como as coisas eram, mas confesso ser apaixonada por tudo que hoje é e inclusive poder sonhar co o que no futuro será. O lamentável é que no passado não é possível retornar.
Por isso talvez seja difícil assimilar as mudanças, isso porque de repente minha personalidade é praticamente empurrada a viver o impensável.  
Existem ciclos, e eu de verdade respeito isso. Todavia a adaptação ao novo sempre exige tempo para processar as novidades. Por outro lado, surgem oportunidades para pôr em ação habilidades nunca antes acordadas. 
Queria voltar, viver o que já vivi mas, me contento sim em poder ver amigos de anos apenas pela tela de um computador, essas são ferramentas que minimizam a dor da saudade causada pela ausência.
Então, que esses ciclos venham, que novas e felizes fases de iniciem e eu, jamais perca o foco do que até então tenho como o fundamental para viver, os sonhos!

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Hoje, 11meses sem vovô! 
Eu ainda acordo e sinto falta dele lendo o jornal na poltrona, sempre em frente a televisão. Toda vez que pela manhã percorro o calçadão penso que ele deveria estar com vida, em uma roda de amigos, como geralmente acontecia. Era ele quem entrava com todo gás na redação do Diário, lá distribuía balas e sorrisos. Lembra amiga? Greice Pozzatto. Além disso, nunca o vi desistir de nada, nem sequer de viver, acreditou até o fim, ele deu seu melhor, ele tentou! Ele não estará presente na minha formatura, nem no meu casamento, nem verá meus filhos mas me deixou uma vontade de ser melhor, e de fazer o meu melhor sempre e em tudo. Foi com ele que aprendi a moldar meus talentos, aperfeiçoar meus dons. Amarei eternamente o seu José! Sem mais…

Sou metida a promotora de eventos e até decoradora. Modéstia parte sou boa nisso. Minhas amigas, em suas festas particulares, sugam todos minhas idéias. Aniversários infantis são meus recordes de organizações, talvez pelo grande número de amigas que se tornaram mães. Todo o mês tem alguém amigo aniversariando, e lá vou eu. Confesso – gosto muito, depois do jornalismo, da fotografia e da paixão “recolhida” por cênicas, é nessa área que me encontro, é fatal.
Algo incomum nessas rotineiras organizações aconteceu hoje. Isso porque, na última tarde, após montar a lista de utensílios que usaremos na festa de um aninho da Valentina, filha de uma grande amiga de longa data, fomos fazer as compras. Já fiz isso dezenas de vezes, com mães de debutantes, de noivas e também de primeira viagem, como ela, mas com a Jéssica foi diferente.

Jéssica e Valentina Freitas

Nela notei anseio em oferecer o melhor, não me refiro a valores monetários, mas, melhor de seu esforço e dedicação. Não importa quantas vezes precise mudar a roupinha da filhinha para as fotografias da lembrança, serão trocadas. A quantidade de moedas do cofrinho serão compenetradamente contadas, por mais que ultrapasse cem reais e demore muitos minutos. E pior, mesmo que o peso das moedas faça o braço doer quando estiver dentro da bolsa rumo ao comércio para posterior troca.  Além disso, o fator do carro não estar disponível para as compras e ter que andar de ponta a ponta da cidade nunca foi desculpa para adiar tamanho compromisso.
Sabem o que eu notei, que tudo isso não é para ter uma linda festa onde as pessoas saiam falando do quão requintado foi o aniversário mas, foi para marcar um ciclo, o primeiro ciclo da Val. Simplesmente para materializar o quanto ela foi esperada e hoje, é amada.
Você pode estar pensando que qualquer mãe faria isso, eu afirmo que não. Ao menos não as mães das quais eu auxiliei em situações semelhantes. Afirmo, a minha amiga é uma super mãe, até me motivo em no futuro aderir à façanha.
Eu não acompanhei a gestação dela, não faço parte das amigas que foram visitá-la na maternidade nem das que ligaram para parabenizar pela chegada da bebê.  A lição que aprendi é que não importa quantos ciclos passem, quanto tempo passemos fora, nem o quanto sua vida mudou  – os amigos voltam na hora certa e sempre ensinam grandes e até silenciosas lições. Abraços Jé!

Em dois dias completo 21anos. Não ia escrever nada sobre essa fase, mas, aos 50 quero acessar o que pensava com duas décadas de vida. Isso deve ser porque me arrependo de não ter escrito um desses nem aos 12, e muito menos aos 15.
Vinte e um são compostos de dois dígitos que me assustam. O que rola na verdade é o medo de não ter tempo suficiente para realizar tudo que planejo. Pessoas morrem todos os dias, mas eu quero viver, e muito.
Ainda preciso acabar a graduação em jornalismo, iniciar a pós graduação relacionada com artes cênicas e praticar meu inglês. Além disso, necessito publicar meu livro, no qual não escrevi ainda sequer uma frase, mas está tudo devidamente arquivado na minha memória cerebral. É importante lembrar que o tempo deve me ensinar que não posso fugir das coisas pelo simples fato de não gostar. É, me refiro a você, querido telejornalismo.
Algo muito importante, preciso mostrar que sou a mulher da vida dele, casar ao ar livre, e fotografar o crescimento do meu primeiro filho.
Antes disso preciso economizar ainda mais, multiplicar a poupança. Quero não só uma casa, mas escolher cada detalhe. Um deles é o closet que precisa ser grande e o quintal que há de ser habitado por um mimoso cãozinho. Nas férias, em qualquer delas, pretendo praticar balonismo e também ensaiar e apresentar uma coreografia de jazz. Não julgue, de objetivo louco, todo mundo tem um pouco.
Preciso também ler o dobro, dar uma passada na África. Ser madrinha do casamento das mais íntimas amigas e sentar na primeira fila na formatura do meu por consideração, irmão.
Quero ser cuidada, e por Deus. Só assim terei como realizar cada meta. É Ele que me faz crer que 21 pode até assustar, mas, motiva a melhorar, a sonhar e ousar para realizar!

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Desde criança sempre fui muito levada, o que me proporcionou tombos, queimaduras e quebraduras. O cômico é que cresci e ainda permaneço caindo. Vira e meche, e lá estou eu, esticada no assoalho e até mesmo no asfalto. É incrível, tropeço em tapetes, resvalo no piso molhado e até desequilibro do salto. O incomum da infância para a juventude é que a maioria dos tropeços gerou cicatrizes. O exemplo disso é uma mancha em meu joelho direito, machuquei no caminho da praia, em 98. Toda vez que olho para ela me lembro onde estava, o que aconteceu, a imensa dor e inclusive do quanto foi difícil segurar o choro com medo de causar escândalo na família e perder as férias.
Até o rosto já machuquei, o nariz mais precisamente. Pedrada em época escolar. Recordo que temia ficar mais feia, e o pior, que as pessoas voltassem a me ferir no mesmo lugar, e abrir novamente aquela cicatriz.
Assim como as cicatrizes físicas, há também as feridas da alma, prefiro dizer, do coração, que falam conosco diariamente. A problemática é que não há gaze, merthiolate ou oxigenada para cicatrizar a ferida deste órgão vital.
Carrego comigo, e sem vergonha assumo, cicatrizes em memórias. Essas, uso todos os dias, são como os despertadores que me lembram o momento certo e o que fiz para sentir essa imensa dor.  Isso é diário, a ferida abre, infecciona, e mesmo quando esbarram e a abrem de novo, mais uma vez ela fecha, cicatriza, e passa.
Mesmo deixando marcas, as feridas da pele cicatrizam, todavia, dores de relacionamentos podem ser perdoadas e também cicatrizadas, porém talvez nunca apagadas. E o pior é quando essas dores são frutos de erros meus, que geraram circunstâncias desagradáveis para outros. É como sentir a dor e causar a ferida no outro. Infelizmente somos falhos!

Hoje, e mais do que nunca sei como funciona. Creio que é possível enfrentar a dor e curá-la. E depois, encará-la denovo e suportar mais uma vez. E sei também o que não posso suportar, no caso, ser a culpada pela dor. É masoquismo, tolice repetir a automutilação e causar dores para posteriormente eu mesmo ter que superar. Aprendi!
A força para tudo isso? É simples, vem da promessa. Daquela que ouvimos “a dor nunca será maior daquilo que podemos suportar”. Até porque, já vi pernas machucadas continuarem caminhando, corações enfrentando paradas cardíacas e voltando a bater; e até ouvi falar de pessoas que “morreram” em hospitais e voltaram depois de horas.
Esse é o renovo, a ressurreição, a reconquista. É passar por cima das circunstâncias para provar que apesar das feridas abertas que expressam dor, podemos ter a certeza de que há ESPERANÇA!